8 de set. de 2009

BAROES DA SAUDADE


Quem imaginaria que ao ver seu sorriso, um amor eterno nasceria?
Quem ousaria pensar que de palavras almas até então estranhas, se reconheceriam?
Quem souber me responda, o que houve comigo quando a ti sorri?
De quem foi a culpa de sermos sutis, audaciosos e arriscarmos tudo para viver esse prazer avassalador?
Se tivesse imaginado que ali brotaria amor, eu não olharia aquele sorriso nem mesmo corresponderia!!!
Se tivesse pensado, teria permanecido calada e invisível!
Como ninguém me explica nada, só me resta chorar, pois também não sei a explicação para isso tudo, não sei mais quem sou.......
Se eu disser que foi culpa minha será uma meia verdade, se eu disser que foi culpa sua será blasfémia; apenas direi que erramos.
Mas aqui não há nada, então que sofra pouco quem procura ilusão, que doa menos a quem ousar AMAR!!!
E que esta dor que reina em mim como uma Baronesa dominante e cruel, que esta dor de mim parta e leve com ela seus Barões entre eles a tristeza, o desprezo a amargura e esta certeza de que, tudo que a Baronesa me trouxe, a única coisa que não suportarei é viver com os Barões da saudade.

Patrícia Bonfim