22 de ago. de 2007

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....era inocente, mas não era frágil;
...era criança, mas não era pequeno;
...era sozinho, mas mão estava largado;
andava por ai sozinho, ao lado dos outros que não o viam, de mãos dadas com adultos perdidos, todos mergulhados num mar cinza, onde desaguam suas lágrimas de dor...
dor por ser inocente, e acreditar nesse mundo vazio, onde amor é pago a vista, e dinheiro é tudo de bom...
dor por ser tão ser pequeno, e querer um mundo a seus pés...mas, o que lhe restava?
Uma boneca de pano e uma biccleta...e a dor por tudo que se aprende sozinho, por tudo que o mundo ensinou...e entre tantas coisazs aprendeu um conceito: sou inocente, sou criança e estou sozinho. Mas sou um inocente que não é fraco, sou uma criança e sou bem grande.
E desde cedo largado a própia sorte, andei sozinho, mas não dei muita importancia ao fato de estar só...pois só assim segui em frente...somente pela minha inocencia de criança em crer que todos também estão largados a própria sorte.

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